Cactos não recebem abraços. Não porque os outros não querem abraçá-los, mas porque ninguém quer se machucar.
- Agatha M. Aragão

- 3 de mai.
- 1 min de leitura

A metáfora utilizada acima, faz analogia às pessoas que se protegem demais para não se machucarem, mas acaba se protegendo tanto, que acaba se protegendo de receber afeto e nutrição emocional também.
Mas veja pelo lado bom, ninguém é cacto de verdade. Você pode assumir a forma de cacto quando for útil e necessário, não sempre.
O ser humano é o ser mais adaptável e diverso que existem. Enquanto as plantas nascem e morrem da mesma forma, o ser humano tem algo de incrível nele que é poder ser flexível e escolher que forma ele deseja assumir em cada momento de sua vida.
O primeiro passo é reconhecer a sua forma cristalizada. O segundo, perceber quando lhe é útil, e quando te atrapalha. O terceiro, reconhecer a necessidade de mudança, deparar-se com a dificuldade de mudar, para, aí sim, mudar.
Isso leva tempo, várias camadas de descoberta de autoconhecimento. Na terapia, o profissional qualificado, pode te ajudar a passar por esses passos com a escuta, método, e técnicas propícias à isso (Junto, é claro, do seu desejo e dedicação para isso).

Usar armadura é bem útil e necessário quando se está na guerra.
Ela te protege e te permite continuar vivo. O problema está quando você não sabe a hora de tirá-la. A armadura impede de dormir confortavelmente em sua cama, fazer amor com a pessoa que você ama. Fica difícil conseguir comer. Impede de sentir o abraço dos seus filhos e amigos. Por isso, a ideia não é fazer voce se desfazer e largar a armadura de vez, mas é ajudá-lo a saber quando usá-la.
Psicóloga Agatha M. Aragão
CRP: 05/63248
(21) 99616-5366
@psi.agathaaragao


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